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Educação Meio ambiente 02 – Fome zero e agricultura sustentável

Piscicultura em viveiros

Instituição Proponente: Escola Referência Andréia Raulino

Descrição Geral

O projeto Piscicultura em Viveiros é uma iniciativa pedagógica interdisciplinar e socioambiental voltada para o enfrentamento da escassez de pescado em uma comunidade ribeirinha amazônica. Diante da sobrepesca, do desrespeito ao período de defeso (piracema) e do aumento da demanda alimentar local, o projeto integra conhecimentos de Língua Portuguesa, Geografia, História, Educação Ambiental, Ciências e Matemática.

A proposta une o saber escolar ao conhecimento tradicional (etnocientífico), promovendo a construção participativa de um viveiro de água doce. Com isso, a escola se consolida como um polo produtora de conhecimento, segurança alimentar e sustentabilidade regional.

Objetivos

Promover a segurança alimentar, a preservação dos recursos naturais e a geração alternativa de renda para a comunidade escolar e ribeirinha por meio da implantação da piscicultura sustentável em viveiros escavados, alinhando a prática comunitária ao letramento científico e interdisciplinar dos alunos.

Origem e Desenvolvimento

Origem

Comunidade São Raimundo, Portel (PA)

Desenvolvimento

  • Diagnóstico da Problemática: Avaliação participativa com alunos e moradores sobre a redução dos estoques pesqueiros e seus impactos socioeconômicos na alimentação local.

  • Pesquisa Bibliográfica e Etnocientífica: Investigação acadêmica e levantamento dos saberes tradicionais sobre espécies locais, ecossistemas aquáticos e manejo sustentável.

  • Diálogo e Integração Comunitária: Realização de rodas de conversa com alunos, professores, pais e lideranças locais para troca de saberes e planejamento coletivo.

  • Mobilização e Captação de Recursos: Organização de eventos escolares e ações comunitárias para arrecadação de insumos e materiais necessários.

  • Planejamento Técnico e Cronograma: Mapeamento da área, realização de cálculos matemáticos (dimensões, profundidade e volumes), seleção das espécies nativas mais adequadas e organização das fases de manejo.

  • Mutirão de Construção: Ação coletiva para a escavação, estruturação do viveiro e preparação da qualidade da água.

  • Introdução dos Alevinos e Manejo Sustentável: Etapa atual do projeto, voltada para a soltura dos peixes, monitoramento constante dos parâmetros hídricos e início do ciclo de alimentação e controle.

Resultados e Impacto Social

Impactos Socioambientais e Comunitários

  • Segurança Alimentar: Oferta de proteína de alto valor nutricional para enriquecimento da merenda escolar e complemento alimentar das famílias ribeirinhas.

  • Preservação Ambiental: Redução da pressão sobre os rios locais nos períodos críticos de reprodução (piracema) e conscientização contra a pesca predatória.

  • Geração de Renda: Criação de um modelo viável de produção complementar para fortalecimento da economia local.

  • Engajamento Comunitário: Fortalecimento do vínculo entre escola e comunidade por meio de mutirões, rodas de conversa e gestão compartilhada.

Impactos Pedagógicos e Aprendizagem dos Alunos

  • Língua Portuguesa: Aprimoramento da leitura, escrita e oratória através da produção de relatórios de campo, diários de pesquisa e apresentações públicas (como feiras de ciências).

  • Matemática Aplicada: Domínio prático de conceitos de geometria (área e volume), grandezas e medidas, estatística, estimativa de custos e orçamentos.

  • Ciências e Etnociência: Alfabetização e letramento científico aplicados à qualidade da água, ciclo de vida dos peixes e ecossistemas aquáticos, combinados com a valorização do saber tradicional ribeirinho.

  • Geografia, História e Educação Ambiental: Compreensão do uso sustentável do território amazônico, análise da evolução das práticas pesqueiras locais e desenvolvimento da responsabilidade socioambiental.

Metas dos ODS

02 – Fome zero e agricultura sustentável

  • 2.1 Até 2030, acabar com a fome e garantir o acesso de todas as pessoas, em particular os pobres e pessoas em situações vulneráveis, incluindo crianças, a alimentos seguros, nutritivos e suficientes durante todo o ano
Locais de Aplicação (1 local)

Abaixo constam as regiões e municípios onde esta Tecnologia Social foi implementada. Clique em uma aplicação para ver a página dela:

  • Portel/PA
    Local: Comunidade São Raimundo
    Forma de Implementação
    • Diagnóstico da Problemática: Avaliação participativa com alunos e moradores sobre a redução dos estoques pesqueiros e seus impactos socioeconômicos na alimentação local.

    • Pesquisa Bibliográfica e Etnocientífica: Investigação acadêmica e levantamento dos saberes tradicionais sobre espécies locais, ecossistemas aquáticos e manejo sustentável.

    • Diálogo e Integração Comunitária: Realização de rodas de conversa com alunos, professores, pais e lideranças locais para troca de saberes e planejamento coletivo.

    • Mobilização e Captação de Recursos: Organização de eventos escolares e ações comunitárias para arrecadação de insumos e materiais necessários.

    • Planejamento Técnico e Cronograma: Mapeamento da área, realização de cálculos matemáticos (dimensões, profundidade e volumes), seleção das espécies nativas mais adequadas e organização das fases de manejo.

    • Mutirão de Construção: Ação coletiva para a escavação, estruturação do viveiro e preparação da qualidade da água.

    • Introdução dos Alevinos e Manejo Sustentável: Etapa atual do projeto, voltada para a soltura dos peixes, monitoramento constante dos parâmetros hídricos e início do ciclo de alimentação e controle.

    Organizações Parceiras
    Museu Paraense Emílio Goeldi - MPEG
Instituição
Nome da Organização
Escola Referência Andréia Raulino
Natureza Jurídica
Instituição de Ensino/Pesquisa

© 2025 – Observatório de Tecnologia Social do Museu Goeldi

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